Planeta Alex 🪐

🪶 escrevo sobre

Eu poderia ter criado um único post porque eu criei o primeiro “errado”, perfeito. Editando ele. Lembrei de dizer algo sobre o negócio depois de já ter enviado. Eu poderia editar, é fácil... Mas eu acabei com dois posts ao invés de um! O “erro” duplicou a quantidade de output criativo, mané.

Três posts na verdade, com esse agora.

Ta pensando o que rapaz! Aqui é o CULTO DO MAL FEITO

O mais impactante de ler essa parada do Cult of Done, é que é uma permissão DIVINA do DEUS DA RAZÃO (e.g: só precisamos de uma explicação conveniente de qualquer autoridade que tenha criado algum “método”) ... para ABRAÇAR O FEIO.

Como tudo é rascunho, nunca tá pronto, não tem pronto... A gente para de ficar julgando como se fossemos críticos de alguma coisa pagos por uma revista... E começa a ver que tudo é feio. A gente é feio. O blog é feio. Ta tudo torto. Ta tudo desalinhado. Quando tenta arrumar, piora. Fica feio. Fica parecendo que tá escondendo, tá maquiando, mas tá mal feito, vergonhoso...

Tudo ao nosso redor está passando vergonha. Algumas coisas estão só escondendo e da pra ver o olhinho pelos buracos da máscara. A dobra da fantasia é sempre exposta...

Então cada ato, cada ato... é uma escorregada. Porque a mídia é escorregadia, o meio e o método são escorregadios, tortos, não cabem, é estranho, é esquisito, é acidental... é custoso, é arbitrário, não vai pra lugar nenhum, pra ninguém, pra nada.

Eu sou front-end, e minha vida se resume a fazer um botão depois do outro. Pensando: Quem é o VIADO que vai clicar nesse botão? Nem tem viado mais. A palavra já não é mais engraçada. É velha, é fora de moda. Nem o homofobismo isso carrega mais... Ofende mais quem fala do que quem tá sendo ofendido no contexto cultural de hoje em dia... E eu estou sempre com isso na cabeça... chamando uma pessoa icogita, suposta... que eu nem vi a cara, que talvez nem chegue a existir (clicar no botão) de VIADO.

É violência sem direção.

Recentemente, tipo ontem, eu li sobre o The Cult of Done. São 10 princípios, eu acho, não me lembro quantos são. Mas foi pra mim uma confirmação de uma crença que eu tinha sobre mim mesmo e sobre a vida. Quantidade é sempre melhor que qualidade. Mais é melhor que menos. Tudo é rascunho. Não existe revisão nem edição. Se saiu ruim, faz outro ou joga fora. Ideias na minha cabeça ou anotadas não vão pra lugar nenhum, jogue elas “fora”, como em “pra algum lugar que algum exaltado possa achar legal e fazer”. E que mais? Ah é: Terminar esta coisa é já estar fazendo a próxima. Porque quando isso estive pronto, isto desaparece. Algum role sobre criar em publico, que é lançar as coisas pra “galera”. Pra lá. Porque também ou desaparece, ou a galera usa, fala sobre, acha as falhas, etc. Criação é um processo de destruição, dai. Porque eu quero mesmo que essa tarefa MALDITA que eu sou OBRIGADO a fazer, desapareça. E fazer isso com a próxima tarefa que eu sou OBRIGADO a fazer. E quem sabe, em algum momento... Não. Sempre vai ser assim. Esse desespero do caralho. Só que esquece papai, sai criando, kinemloku

Kinemloku: Uma Filosofia de Vida

kinemloku i jhaéra

Sono. Morrendo de.

Brindamos ao cansaço no final de mais uma madrugada de trabalho desnecessário. Dali a cinquenta anos, olharia para trás pensando:

Por que mesmo?

Não há algo como idioma da criação pura. É absurdo. O idioma da criação pura é o próprio ato de criar. Como é que eu poderia te ensinar a falar algo que não se fala? Há um idioma na dança e na música. Não estou falando de música formal. De partituras. Há algo anterior a isso. Pode perceber? Se for capaz de sentir será capaz de continuar.

O trabalho do criador é dar continuidade. Ele não precisa saber de que. Não precisando saber, nem mesmo chega a tentar entender. Ele apenas vai. Pra onde? Não pergunte. Eu não anotei a placa.

Não quero. Mas tenho que. Tento querer. Não consigo. Mas tenho que fazer.

Essa merda.

(Talvez 2? Já tenho um conto chamado Espinhos? Bom tem gente que também se chama Alex. Esse conto se chama Espinhos)

Palavras finais: são sempre as palavras finais. Não há ensaio. Ilusão. É sempre o derradeiro momento desconhecido que trás o novo. A destruição é criação em uma só ideia, consumida sem bebida, no local.

É sem devolução. Tem coragem? De abrir o peito e tomar o vento? De sujar as mãos.

Hoje é o dia da revolução. Não há ninguém nas ruas. Você está sozinho pronto pra sujar as mãos.

Estou revendo conceitos. Conceitos anteriores estavam fazendo volume aqui. Não precisava deles. Jogar fora. A entropia pelo jeito vai esperar. Por enquanto me movo no cosmo por uma pulsão incompreensível. Não é minha a energia. Não são minhas mãos que escrevem. Algo ou… não um… pensa e faz isso. O ego só pensa que faz. Precisa de um álibi. E o tem! Dizem que o ego sequestra a individuacao. Pois então estamos envolvidos em uma dança. Fatal. Onde o ego usa o satori e o satori sobe nas costas do ego. É uma dança caótica. Deixo a ordem pra quando este corpo descansar morto em caixão debaixo da terra. Estava morto a muito tempo. Desde que o tempo é tempo até o dia qu eu nasci. Na verdade não lembro. É um grande vazio aqui, na beira do universo. Quem diria que não precisamos viajar tão longe. Está tudo vindo em minha direção aqui na terra mesmo. Que perda de tempo foi construir um colisor de partículas. Telescópios. Está bem na minha frente agora. O vulto. O ponto cego. E então a existência vem avassaladora. A onda de tudo. De terra, de medo, de amor, de libido, de sono, de TOC, de preocupações, de cálculos, memórias, cheiros, luz, tato, sons, gostos particulares. Conheci um homem certa vez que conhecia o gosto das coisas, mas eu disse pra ele: você nunca conhece. Você categoriza. São memórias. Só se conhece o gosto quando a coisa toca a língua. Ou quando a língua toca a coisa. Quer conhecer tudo de longe, do alto de suas inúmeras palavras inventaras para definir… como você é limpinho e organizado. Eu estou LAMBENDO FERRO DE REVÓLVER. Esse eu já sei, você também conhece. Tem gosto metálico. Eu gosto de você. Uma enciclopédia. Um dicionário. Você está se escondendo. Por quanto tempo? Não és diferente de mim. Eu não sou especial. Eu sou você. Apareça.

A geometria é maravilhosa no papel e no plano 2d. Onde uma linha encontra outra linha. Três linhas criam uma forma... E há padrões espaciais primitivos que são tranquilo de sacar.

Vamos lá. Tentei focar no FocsMate, usando um body doubling. Para ter uma ideia do TDAH, e como essa tentativa foi um estudo de caso: 1. Eu cheguei atrasado 1 minuto porque estava mandando coisas para o Nucci no whatsapp sobre o blog aqui. Mostrando como eu faço pra escrever. Que ao ir pra home do site, o WriteFreely mostra a página de novo post com a palavra: Write... E pra circular a paralisia de escrita, eu escrevo primeiro e coloco o titulo depois. Dessa forma eu dou um nome para o que eu escrevi sobre. E eu escrevo sobre qualquer coisa que esteja acontecendo. Por exemplo neste momento estou correndo. Me dei 10 minutos para escrever este post, senão eu vou ficar pensando no que escrever, como colocar as palavras, etc... E eu só abri o writefreely e comecei a escrever. E veja só: está saindo, não é? Chegamos até aqui com algumas ideias completas, apesar das digressões.

Até mesmo uma digressão tem uma ideia completa. É digna. Não deve ser medida como uma distração! E sim como produto do acaso. As melhores ideias nascem durante as digressões. E algumas também morrem pra digressão nascer. A questão é: Onde você está pensando, agindo, escrevendo, falando, há espaço para digredir, completar a ideia da digressão e retomar o ponto de partida inicial até o fim? Muitas vezes não, pois as pessoas estão geralmente ocupadas em terminar coisas bem específicas. E isso é ótimo, senão o escritor viveria no mundo da digressão. Que é o sonho dele. Mas também é o pesadelo. Apesar de tudo, gostamos de completar as coisas.

Atrasado 1 minuto, as 11:31, me colocaram com outro body doubling. Uma mulher, acho que o nome dela era Claire, sei lá, eu esqueci. Me deu as boas vindas, pois o FocusMate disse que eu estava começando. E ela foi bem gentil mas direta. Não me deixou me estender, o que apreciei, e já foi direto para o foco. Bora lá chefe.

Bom, dos 50 minutos, eu passei: – 10 fechando abas e decidindo o que fazer (pensei que levaria 1) – 15 pedindo para o Claude gera um Artifact de pomodoro (pensei que levaria 2 ou 3) > Aqui preciso fazer justiça. Eu tive uma ideia foda de UI de pomodoro. Valeu a pena demais. Vou até lançar, quem sabe? – 20 minutos debugando porque caralho o mouse fica indo pro monitor do Mac e saindo do monitor LG... Achei que era teclado. Abri o Keyboard Viewer, que mostar oque que ta sendo apertado. Fui JOGADO pelo Claude achando que borda laranja era botão apertado, que talvez a Clarice tivesse batido e dado curto na tecla.... no chiclete. E no final, porra nenhuma. Borda laranja marca “Dead key”. Dai nesse pique ketchup mostarda maionese, eu cai em fazer backup de settings do Mac, porque o Clade me meteu uns comando que desabilita uns settings de “power nap” algo assim do monitor pra ver se funcionava. Naquele “You're absolutely right”. No fim... eu encontrei o mackup e usei 20 minutos pra entender e reclamar que não roda do MacOS Sonoma pra frente. Na verdade quebra. Ainda bem que eu li.

O Cursor me recomendou um chamado macprefs. Mas eu não gosto muito de ficar adicionando taps.

Tap | no Homebrew

Um tap é um repositório adicional com pacotes adicionais (formulae e/ou casks). Geralmente é um repositório do github. <username>/<repo>. Bem simples. O repo porém trás N packages, e não só um igual nos package managers de NeoVim.

brew tap homebrew/cask-fonts # esse é do próprio homebrew
brew tap mongodb/brew # mas pode ser da comunidade (uso principal de tap)

Ai eu posso instalar packages que estão nesses repositórios.

brew install font-fira-code # pega do cask-fonts
brew install mongodb-community # pega do mongodb/brew

Ain mas eu quero ver quantos taps eu tenho acumulado na mega sena

$ brew tap

ankitpokhrel/jira-cli
heroku/brew
homebrew/bundle
homebrew/services
kardolus/chatgpt-cli
koekeishiya/formulae
nikitabobko/tap
sachaos/todoist
xo/xo 
xwmx/taps

Medonho, não é? O que um distro hopper pode fazer ao longo de 2 anos.

xo/xo é foda....

Mas eu posso remover...

$ brew untap xo/xo

Error: Refusing to untap xo/xo because it contains the following installed formulae or casks:
usql

medonho... mas tudo bem

Agora são 13h03.

13h04 – edit

E a Sarah? Ou Claire? Ficou por Onde?

Cara, ela pediu pra eu fechar o mic, no chat, porque eu tava pigarreando alto para caralho. Em algum momento. E no final ela só sorriou, acenou e vazou pra continuar trampando. Pessoal não quer perder tempo mesmo. Só eu que quero. Só eu estou fugindo do vazio que é ter a potencia domesticada para uma atividade nada criativa. A libido é alta demais pra me controlar. Pra seguir as regras. A força criadora cresce maior do que as grades. Mas... Ainda está presa.

A raiz de tudo é afetiva. Mas body doubling produtivo assim não adianta nada.

Vou tentar de novo. Pra me provar errado.

A única certeza na vida não é a morte. A única certeza na vida é a vida. É que estamos vivos. Só os vivos podem ter certeza. Os mortos não. Eu não gosto da palavra “morto”. Eu preferiria que a palavra para morte fosse vivido. No cemitério quando olhássemos para as sepulturas que vão até o horizonte, o que estamos vendo? Os mortos? Não. Os vividos. Quando vermos um nome: José Miguel, 1922 – 1997, nao ver alguém que agora está morto, mas sim alguém que viveu. Ainda está morto, mas a palavra vivido pinta a realidade com uma cor que se esconde mas e muito mais bonita. O que está em movimento hoje no mundo foi posto por aquela gente que o corpo parou. Consegue ver isso? O mundo é uma construção. Alguém construiu. Nossos ancestrais, vivos ou vividos.