Azul Por Dentro

A tristeza a tarde me visita ela vem junto com as estrelas. O sol agora está tão longe, do outro lado do mundo. Não há mais esperança de que eu me torne um romântico, não há mais medo de que eu escreva algo que não seja bom, ou que não seja ruim. A noite as palavras visitam a página e deixam suas marcas. Há por acaso algo que não seja uma marca como uma mão humana na parede de uma caverna a 12.000 anos atrás? Antes da invenção do medo.

Aqui ficam as marcas de uma pessoa que em 2026 chora porque ama demais e a distância ê grande demais.

Algumas coisa da minha vida que faziam de mim uma pessoa estão espalhadas em 3 CEPs diferentes. Aquela mesa era parte de um escritório. Os livros nas caixas eram parte de uma prateleira. As caixas nem tinham nascido ainda.

Hoje vou dormir com a certeza de que acordo. Meu nome não vai fugir. Nada realmente vai acontecer essa noite que nunca tenha acontecido anteriormente de surpresa. Um sonho, parecido. Um nome o mesmo. Um rosto mais velho mas isso não faz diferença nesse intervalo de tempo.

Noto que o tempo quer passar mais devagar. Quer demorar, quer ser meu amigo.

E a tristeza e as estrelas. E tudo o que está fora do lugar, meus pontos de referência, quem eu era… quem eu era?

Solstício

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